Ouvi essa pergunta de uma analisanda.
A psicanálise parte da associação livre de ideias. Esse é o espaço para falarmos o que quisermos, sobre o assunto que preferirmos, sem julgamentos. É importante que o diálogo comece sem minha interferência e a partir do que é trazido por cada pessoa, há o convite para fazer as reflexões.
Falar livremente ajuda a ter acesso ao inconsciente e a partir daí tocar naquilo que dói, naquilo que precisa ser olhado. Eu não vou estar lá dando dicas e conselhos sobre o que fazer da vida, afinal quem sabe melhor da nossa vida do que nós mesmos?
Perceba que, por meio da fala e das intervenções, cada um vai traçando o seu caminho, na medida que elabora traumas e situações vividas que são singulares de cada indivíduo.
Então, não é que estou lá sentada “só escutando”. Eu ofereço o espaço para fazer reflexões e realizo intervenções durante cada sessão, proporcionando a cada pessoa a oportunidade de realmente se ouvir e a lidar com as verdades sobre ela mesma.
O propósito da análise não é ir para ouvir alguém falar para você, é ir para realmente “SE OUVIR”.