Nada é dito à toa.

Na psicanálise, toda fala tem a sua importância, pois tudo comporta um sentido para além do óbvio. Às vezes pode-se contar uma história com riqueza de detalhes ou pode-se falar sobre um momento qualquer do cotidiano, sem muitas explicações. Nesse emaranhado de palavras, o analista vai selecionando frases e palavras do discurso e vai atribuindoContinuar lendo “Nada é dito à toa.”

Como você conta sua história?

Histórias faladas, escritas, cantadas, sussurradas, sonhadas… Repetir histórias, da maneira que conseguirmos expressar, adiam “o fim do mundo”. Histórias estancam o sangue, secam lágrimas, cicatrizam feridas, saram doentes. De que forma você consegue contar suas histórias? “Toda dor pode ser suportada, se sobre ela puder ser cobrada uma história.” (Hannah Arendt”

A análise dura o tempo que cada pessoa quiser caminhar

A análise dura o tempo que cada pessoa quiser caminhar, respeitando o seu desejo. Na psicanálise, o respeito ao ritmo próprio é essencial: cada um retira da análise o que investe nela. “Se aprende em psicanálise que muitas vezes é preciso tempo para que as pessoas entendam o que elas estão dizendo.” (Jacques Lacan)

Nenhuma análise é perfeita. Nem a do próprio analista.

Todo processo de análise é composto por altos e baixos. Por novas descobertas ou por fases de “tédio”, de sentir que não temos o que falar. Nem a sua análise e nem a minha, chegam a um fim onde tudo dá certo e somos felizes para sempre. Haverão momentos em que o sintoma vai ressurgir,Continuar lendo “Nenhuma análise é perfeita. Nem a do próprio analista.”

Nem todas as cicatrizes são visíveis…

Elas não são visíveis aos olhos mas estão presentes mesmo assim. As nossas cicatrizes emocionais causam  tanto ou mais sofrimento quanto as físicas. Em algum momento da vida somos machucados, passamos por experiências, perdas e fracassos que geram essas cicatrizes. Elas ocupam uma dimensão diferente em cada pessoa, cada um suporta de uma maneira. AfinalContinuar lendo “Nem todas as cicatrizes são visíveis…”